

Cheguei a conclusão de que não sei realmente quem sou, o que eu quero de fato, em que mundo eu vivo. Cheguei a triste conclusão que estou em constante metamorfose, mas ela não é ágil o suficiente para acompanhar as mudanças do mundo. Se bem que eu não sei se quero acompanhar. É tudo tão diferente, tão avançado, tão estranho e assustador. Costumo dizer que vivo num mundo só meu, um mundo onde posso ser a verdadeira protagonista da minha vida, onde sou quem eu quero. O ruim de viver nesse mundo é que uma hora tenho que sair, e quando vou pro mundo real não gosto do que vejo. É tudo muito assustador, com toda a discórdia, vulgaridade, ódio, guerra, egoísmo, individualismo, hipocrisia, e outras coisas ruins. No meu mundo não há nada disso. É como se ele fosse um escudo contra todas essas coisas desprezíveis do mundo real. Nesse mundo fantástico, eu posso amar e confiar em todos sem medo de me decepcionar. O problema é que eu acabo achando que no mundo real posso fazer o mesmo. Mas devo aprender deferir os dois mundos, devo aprender que um é o mundo verdadeiro, apesar de falso, o outro é falso apesar de verdadeiro. Um eu posso ser quem eu realmente sou, o outro devo ser só o que os outros podem e devem ver.